WWF Mozambique - No Dia Mundial da Fauna, “escutemos a voz dos jovens”

No Dia Mundial da Fauna, “escutemos a voz dos jovens”



Posted on 01 March 2017  | 
Elephant
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Moçambique celebra, na Sexta-feira, 03 de Março, o Dia Mundial da Fauna Bravia. Sob o lema “Escute a voz dos jovens”, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data pretende sensibilizar este grupo etário, visto como motor de mudança, a envolver-se cada vez em acções de protecção da fauna como garante da sustentabilidade das gerações vindouras. Por isso, várias acções estão a ser preparadas para assinalar a data, desde actividades de reflexão e sensibilização pública com o objectivo de mostrar que o futuro da fauna bravia depende do comportamento humano.

Em Moçambique, a celebração da data está a ser coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a Fundação Joaquim Chissano. As cerimónias centrais terão lugar a 03 de Março no anfiteatro do Complexo Pedagógico da Universidade Eduardo Mondlane e serão dirigidas pelo Director Geral da ANAC.
 
Participarão no evento grupos de estudantes de vários níveis escolares, comunidades locais, representantes de organizações da sociedade civil, sector privado, corpo diplomático acreditado em Maputo e de diversas entidades públicas. Ao nível das províncias haverá actividades similares em que cada área de conservação irá organizar actividades de promoção do dia mundial da fauna.

As celebrações prolongar-se-ão até a semana seguinte, estando agendadas, de entre várias actividades, palestras, debates, exibições teatrais e musicais e concursos de desenho e exposições, tendo como tema central o desafio da conservação, olhando para o futuro da fauna bravia em Moçambique.

O Dia Mundial da Fauna Bravia foi instituído em 2013 pela Organização das Nações Unidas, no âmbito da implementação da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que foi oficialmente criada em 03 de Março de 1973.

Moçambique, que aderiu à CITES no dia 23 de Junho de 1981, actualmente é um dos países mais afectados pela caça furtiva visando elefantes e rinoceronte e pelo comércio ilegal dos seus troféus. Esta situação aumenta a vulnerabilidade destas espécies e dos seus habitats naturais.

Os parceiros na promoção do Dia Mundial da Fauna Bravia vão também dar visibilidade à protecção de leões, pangolins, tartarugas marinhas, dugongos, baleias, tubarões e raias devido à grande pressão a que estas espécies estão expostas, ameaçando a sua sobrevivência.

Nos últimos cinco anos, a população de elefantes no país reduziu de cerca de 20 mil para cerca de 9.500, como resultado da acção humana ou criminosa que se dedica ao tráfico de marfim. Moçambique tem sido identificado como um dos epicentros da caça furtiva e um dos corredores por onde passa o marfim e os cornos de rinoceronte com destino aos mercados asiáticos.

É neste quadro de ameaça à população do elefante e de outras espécies da fauna que se pretende reforçar a mensagem de que o futuro da fauna bravia e seus habitats dependem do comportamento humano. 
Como forma de reverter este cenário, acções de fiscalização levadas a cabo pelo Governo, através da ANAC, a Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e Meio Ambiente e a Policia da República de Moçambique, com envolvimento dos parceiros, têm feito operações conjuntas de sucesso que levaram já à neutralização de vários caçadores furtivos e à apreensão de instrumentos usados pelos criminosos nas suas investidas em diversas áreas de conservação nacionais.

Paralelamente a isto, de 2013 a 2016, o Governo moçambicano registou avanços significativos no que diz respeito à legislação contra a caça furtiva, a exemplo da Lei de Conservação criada em 2014 e revista no ano passado, prevendo penalizações que vão até 16 anos de cadeia, facto que contribuiu positivamente para que Moçambique fosse retirado da lista negra da CITES.  
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