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Anterior 1 - 3Introdução Uma grande proporção do território Moçambicano - mais que 50% - é ocupado por bacias de rios internacionais, incluindo os rios Maputo, Umbeluzi, Incomati, Limpopo, Save, Buzi, Pungué, Zambeze e Rovuma.Devido à sua situação a jusante, Moçambique é vulnerável aos efeitos negativos de actividades que acontecem nos países mais acima na região, incluindo a redução do fluxo dos rios e descarga de poluentes. A situação é particularmente crítica se levar-se em consideração que as águas superficiais são a principal fonte de água em Moçambique, e que 60% dessas águas disponível no território provém de bacias de rios internacionais. A escassez de água doce está em grande medida associada à redução dos fluxos dos rios devido ao uso intensivo em países vizinhos. As partes central e meridional de Moçambique são onde a redução dos fluxos do interior é mais crítica. Calcula-se que África do Sul, Suazilândia e Zimbabué consomem actualmente cerca de 40% a 60% dos fluxos fronteiriços. A água doce é a fonte de água mais importante de Moçambique. O fluxo médio anual é calculado em 216,000 milhões de metros cúbicos, por ano, dos quais apenas 100,000 Mm³ (ou 46%) resultam da queda de chuva em Moçambique. Esta provavelmente seja a razão por que o fluxo tem vindo a reduzir com o aumento da utilização da água nos países vizinhos. Como resultado, a disponibilidade per capita de água doce é actualmente aproximada a 5,556 metros cúbicos/habitante/ano. Estes dados referem-se apenas ao fluxo gerado no país. Se incluirmos fluxos vindos de países vizinhos, estes dados passam para os 12.000 metros cúbicos/habitante/ano. Espera-se que esta taxa reduza continuamente para 3,227 e 6,970 metros cúbicos/habitante/ano por volta do ano 2017, devido ao crescimento e redução dos fluxos respectivamente por parte dos países vizinhos. Delta do Zambeze O delta do Rio Zambeze é um zona húmida extensiva que forma um triângulo de cerca de 12,000 Km². O Delta nasce na confluência dos Rios Zambeze e Shire e estende-se 120 Km até ao Oceano Índico. Também estende-se 200 Km ao longo da costa, desde o Rio Cuacua, na província da Zambézia, até ao delta do Rio Zuni, na província de Sofala. A Nordeste, o delta é limitado pela escarpa de Morrumbala enquanto que a sul inclui a extensiva escarpa de Cheringoma. A Sudeste, o delta do Zambeze inclui as plantações de cana-de-açucar de Marromeu e duas reservas florestais – Nhampakué e Inhamitanga. A zona sul do delta é maioritariamente ocupado pelo “Complexo de Marromeu”, com 6,880 Km² de “Local Ramsar” que inclui a reserva especial de búfalos de Marromeu, as Coutadas 10, 11, 12 e 14 e finalmente a metade da escarpa de Cheringoma. Embora a produção de electricidade gerada pelo rio contribui grandemente para o Produto Nacional Bruto (PNB) do país, as pessoas que vivem ao longo do rio, em particular ao longo do delta, são muito pobres. A agricultura de subsistência e a pesca são periodicamente afectadas pelas mudanças do fluxo da água do rio, com constantes secas e cheias. As oportunidades existentes devem ser usadas para beneficiar as populações locais e estas incluem o uso dos recursos faunísticos existentes na região, desenvolvimento da área de turismo, melhoramento de sistemas de agricultura, incentivo ao uso de produtos florestais não-madereiros. Apesar da extraordinária complexidade do sistema ambiental, a gestão do projecto Lower Zambezi da WWF está consciente que a melhoria no funcionamento dos ecossistemas, de modo a garantir o desenvolvimento das comunidades, passa pela elaboração de políticas governamentais adequadas. Assim, para que a prossecução dos objectivos de progresso e de melhoria de qualidade de vida não seja efémera, é indispensável a existência de uma política de ambiente que, valorizando os recursos e promovendo a sua gestão racional, concilie o ambiente com o desenvolvimento.
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Uma grande proporção do território Moçambicano - mais que 50% - é ocupado por bacias de rios internacionais, incluindo os rios Maputo, Umbeluzi, Incomati, Limpopo, Save, Buzi, Pungué, Zambeze e Rovuma.