WWF e MIMAIP renovam parceria estratégica em prol do uso sustentável dos ecossistemas marinhos | WWF Mozambique

WWF e MIMAIP renovam parceria estratégica em prol do uso sustentável dos ecossistemas marinhos

Posted on
21 December 2016
O Fundo Mundial para Natureza (WWF) e o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP) renovaram o seu compromisso estratégico de cooperação bilateral em áreas de interesse mútuo em prol da conservação da biodiversidade marinha.

Para o efeito, as duas instituições assinaram ontem, 20 de Dezembro, em Maputo, um Memorando de Entendimento que irá vigorar durante os próximos cinco anos. Assinaram pelo WWF a Directora Nacional, Anabela Rodrigues e pelo MIMAIP, o Secretário Permanente, Narci Nuro De Premegy, evento testemunhado pelo Ministro do pelouro Agostinho Salvador Mondlane.

Na ocasião, foi referido que a cooperação entre as duas organizações data de 2011, altura em que foi assinado o primeiro Memorando.

O Memorando de Entendimento ora rubricado tem como objecto a cooperação interinstitucional no domínio da gestão, conservação do meio ambiente, exploração sustentável dos recursos biológicos aquáticos, a monitorização e controle das actividades de pesquisa e especificar os mecanismos de suporte das operações conjuntas entre os signatários em termos de planificação de actividades de investigação, comunicação dos seus resultados à comunidade científica, divulgação ao público em geral, bem como das acções de extensão e fiscalização marítima e da pesca.
 
Falando momentos após a assinatura, a Directora do WWF Moçambique, Anabela Rodrigues disse que as áreas em que se decidiu cooperar representam um grande valor económico e social para os pescadores e todos aqueles que se envolvem na cadeia de valor dos produtos e serviços ecossistémicos que o mar oferece.
“Com este Memorando, renova-se a preocupação dos signatários com a exploração sustentável dos recursos marinhos, tanto no sector de pesca de pequena escala, como industrial, bem como outros sectores que se servem dos ecossistemas marinhos”, enfatizou Anabela Rodrigues.

Por outro lado, referiu que “gerir os recursos marinhos de forma sustentável não é hoje uma tarefa fácil, dada a magnitude dos desafios que se nos oferecem, que vão desde a problemática de acesso aos mercados, a pesca ilegal, as mudanças climáticas e ao crescimento populacional. Tudo isto obriga-nos a agir rápido em prol das gerações vindouras”.

Na ocasião, a representante daquele organismo de conservaçao lembrou que as reformas políticas e legislativas são necessárias para o sucesso das actividades.
“A capacidade das nossas instituições deve servir para responder a esses desafios”, frisou.

O acordo é celebrado numa altura em que o WWF assinala, no presente ano, o Décimo Quinto aniversário do seu estabelecimento em Moçambique, tendo acabado de aprovar a sua estratégia de conservação, secundada pela sub-estratégia marinha. Sendo assim, a organização espera que este Memorando de Entendimento constitua uma oportunidade de implementação destas estratégias.

Igualmente, a partir de Janeiro de 2017, o WWF passa a coordenar o Projecto Regional de Pescas, envolvendo quatro países da região, nomeadamente Moçambique, Madagáscar, Tanzania e Quênia. “Julgamos que o cometimento de Moçambique tem sido determinante para a confiança depositada pelos parceiros e países da região”.
 
Parceiro de longa data

O Secretário Permanente do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Narcí Nuro De Premegy disse que o WWF tem sido “um parceiro de longa data, que vem apoiando a nossa o sector das Pescas mesmo antes na recente reestruturação que culminou com a criação do Ministério  do Mar, Águas Interiores e Pescas”.

Narci de Premegy enfatizou que o Programa quinquenal do Governo 2014-2019 tem como um dos principais pilares o uso sustentável e a protecção dos ecossistemas e ambientes marinhos, em particular.

“Dentro dos nossos programas, temos projectos de adaptação às mudanças climáticas, onde as nossas comunidades – no geral populações com uma renda muito baixa – garantem o seu sustento e adaptam-se, criando resiliências”, afirmou.

O Secretário Permanente revelou que do levantamento feito consta que a utilização de artes nocivas para as pescas, o corte de mangais, a destruição dos corais acontece muitas das vezes por falta de alternativas para as populações, tornando-se necessário investirmos nos métodos alternativos de pesca, actividades complementares a pesca, e aumentar a literacia e advocacia nas comunidades em prol do bem comum.

Aliás, é com base nessa perspectiva que “o nosso parceiro, o WWF, tem estado a apoiar-nos para que possamos cumprir com o nosso mandato no sector, em particular no dominio da conservação da biodiversidade, da protecção costeira e, acima de tudo, na criação de condições de resiliência através de transferência de conhecimentos e capacidades às comunidades para que façam o uso sustentável dos recursos naturais”.

Comments

blog comments powered by Disqus